
Há alguns anos um alemão descendente da casa Schloss Schönborn, de Rheingau, ofereceu a um grupo seleto de degustadores a oportunidade de provar seis vinhos Riesling engarrafados antes da segunda guerra mundial. O mais recente era um Marcobrunner Spätlese, safra de 1937 e o mais antigo, um Riesling Auslese de, pasmem, 1893! 115 anos portanto. Sobre este, comentou um dos privilegiados experts:’cor dourado brilhante, fragrâncias de cítricos no nariz, cogumelos, amêndoas e mel, riqueza de sabores cítricos, textura firme e fresca com boa concentração de frutas secas e notas doces. Maravilhosamente vivo e complexo’. Incrível, não?
Em geral vinhos brancos, deficientes em acidez e extrato, não são longevos. Degustá-los pode ser uma experiência decepcionante. Diz-se que o alto valor obtido em leilões por safras muito antigas, mesmo para os vinhos tintos, é mais em função da raridade do que da qualidade.
Bom, pelo visto esta máxima não vale muito para a uva Riesling, a mais nobre de todas as variedades brancas. Leia um artigo publicado no portal Taste, incluindo os comentários sobre os demais vinhos degustados naquela ocasião.
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