17 junho 2013

Nova Rolha de Cortiça



O som é inconfundível. Acabou-se de abrir uma garrafa de vinho. Para os amantes do vinho, o ruído abafado significa que  algo de bom está para acontecer. É inevitável associá-lo a intimidade sociais, relaxamento, aromas sutis, uma apoteose, uma celebração enfim. 
Mas será que esses dias estão contados?


Essa semana foi lançado um novo sistema de vedação, denominado Helix. Implica na adoção de uma nova garrafa com gargalo modificado e uma nova rolha que pode ser aberta com apenas um toque da mão. Nenhum saca-rolhas é necessário, pois tanto o interior do gargalo da nova garrafa como a rolha são rosqueados. 

A nova rolha é semelhante as tampas encontradas em certas marcas de whisky e licor, exceto que são feitas integralmente de cortiça, sem a camada superior de plástico.



O consumo de vinho tornou-se uma prática democrática e moderna. Há preços e estilos de consumo para todos os gostos. Então, porque o método de vedação da garrafa não mostra evolução? Porque a rolha de cortiça ainda continua a dominar o mundo do vinho?

A combinação saca-rolha e cortiça para preservação do vinho começou no século 17 e é difícil acreditar que depois de todos esses séculos ainda não existam formas mais adequadas para vedação da garrafa.


É bem verdade que rolhas sintéticas já são usadas por muitas vinícolas ao redor do mundo. Infelizmente, alguns tipos provaram não conseguem proporcionar uma boa barreira no longo prazo, o que pode provocar a degradação prematura do vinho. Por isso, muitos desses tipos de fechamento são mais usados para vinhos jovens, consumidos no máximo de seis a nove meses do lançamento.

Tampas rosqueadas metálicas e plásticas também vem sendo adotadas por produtores de vinho na tentativa de eliminar a contaminação de seu produto por patologias associadas à cortiça. Esse tipo de tampa com rosca não só evita o problema da cortiça degradada como também garante uma melhor vedação, uma melhor preservação dos vinhos. 

As exceções ficam por conta daqueles vinhos mais caros que necessitam envelhecimento maior, com melhor respiração.


Apesar disso na Europa e nos EUA a cortiça continua a dominar, embora a tampa de rosca tenha avançado espetacularmente no resto do mundo produtor de vinho.  Em 2011 na Nova Zelândia 90% dos vinhos foram vedados com ela.

O próprio Robert Parker, americano e formador de opinião importante, previu que até 2015 as tampas de rosca irão dominar a indústria do vinho.
A desconfiança dos consumidores em relação às rolhas rosqueadas é de certa forma encorajada por algumas denominações regionais de classificação de vinho, que só admitem o uso da rolha tradicional de cortiça. Em função disto alguns produtores - como o italiano Allegrini , Valpolicella Classico - estão preferindo abandonar a denominação de origem para poderem adotar a tampa de rosca para vedação.

Ewan Wine Society Murray  afirma  preferir as tampas que garantam que o vinho não vai estragar. E acrescenta: 'os vinhos ditos jovens estarão sempre mais frescos quando fechados com tampa de rosca'.

Um atributo da cortiça tradicional que pesa na sua hegemonia no presente, supera em muito a motivação técnica. É mais sobre cerimonial e romance. 

Segundo o crítico Jay Rayner: 'quanto mais dinheiro você gasta com o vinho, maior é o  ritual que você deseja incorporar para degustá-lo. E isto inevitavelmente inclui um saca-rolhas.  Se eu fosse para sair e gastar 100 ou 150 reais em uma boa garrafa de Pomerol  ou St Emilion, eu me sentiria roubado se eu a abrisse da mesma maneira que eu abro uma garrafa de cerveja. O ruído metálico da tampa sendo aberta não é o mesmo que o pop sutil de uma rolha de cortiça.'


Já para críticos como Simon Spectator Hoggart,  a ausência de um ritual secular não importa: 'eu nem  de longe me envergonho de abrir um vinho com uma tampa de rosca na frente de convidados. Porque alguém deveria ter vergonha de demonstrar o que realmente valoriza na degustação prazerosa de um vinho?'

Tudo isso ajuda a explicar o surgimento da rolha de cortiça rosqueada. Por um lado a tampa de rosca sem cortiça já está presente no mercado. Por outro as pesquisas continuam a demonstrar que 94% dos consumidores americanos e 90% dos Franceses ainda preferem as rolhas de cortiça. Assim, nada mais natural que surgisse um tipo híbrido: uma rolha de cortiça com rosca.

A tampa de metal rosqueada garantia a consistência do vinho, mas para o tradicionalista faltava a alegria de cheirar o fundo perfumado de uma rolha de cortiça. Com a nova rolha, pelo menos este problema não vai mais existir.
 

Baseado em post na BBC News

01 abril 2009

Cientistas alemães inventam degustador eletrônico de vinhos


Pesquisadores de Aachen desenvolveram uma "língua eletrônica" para ajudar
a identificar vinhos falsificados. Embora mais precisa que o paladar humano, a
língua eletrônica não substitui o prazer de degustar um bom vinho.

A degustação é sempre um momento de emoção para os verdadeiros apreciadores de vinho. Com paladar treinado, eles reconhecem prontamente a qualidade, a idade e a origem da bebida. Mas agora pesquisadores desenvolveram uma "língua eletrônica", que não substitui o prazer de saborear um bom vinho, mas é eficiente para identificar falsificações. Provido de seis sensores posicionados sobre placas de platina de 36 cm², o aparelho foi desenvolvido por uma equipe de pesquisadores da Escola Técnica Superior de Aachen sob coordenação do professor Michael Schöning, juntamente a outros cientistas da Alemanha e do exterior. Saiba mais

31 março 2009

Brasileiros aproveitam a crise para aumentar presença no mercado europeu


Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho, Ibravin, as dez vinícolas brasileiras que participam este ano da ProWein, feira internacional das indústrias líderes na produção mundial de vinho, já vieram com importadores definidos, o que representa um fato inédito.

Em sua quinta participação na feira, que acontece na cidade alemã de Düsseldorf, o país procura consolidar e intensificar sua presença no mercado europeu. "Os vinicultores querem agora mostrar seus novos produtos e eventualmente ampliar o número de importadores", explica Andreia Milan, gerente do projeto Wines from Brazil, do Ibravin.

Diferentemente das vinícolas chilenas, que se posicionam no mercado internacional há 30 anos, e das argentinas, que estão há mais de 10 anos na Europa, só em 2004 é que as brasileiras se adequaram a padrões internacionais de qualidade, necessários para vender seus produtos no exterior.


Esperança de crescimento em meio à crise

No ano passado, as vinícolas brasileiras obtiveram cerca de 150 mil dólares negociando marcas na ProWein. Neste ano, mesmo com a economia global em crise, não há pessimismo. Segundo dados do Ibravin, 15 marcas brasileiras estão disponíveis no mercado europeu. Somente a Alemanha já absorveu 7% das exportações brasileiras em 2008.

Para Milan, a crise global movimenta o mercado em busca de produtos novos. "O vinho brasileiro tem características próprias que o levam a ser considerado diferente no mercado internacional", conta.

A importadora Ana Maria Rodrigues-Hoffmann acredita que venderá quatro vezes mais marcas brasileiras que no ano passado na Alemanha, na Suíça e na Áustria. "Pretendo vender 48 mil garrafas neste ano", diz. Ela acredita que a mídia especializada adotou um foco mais positivo a respeito do Brasil, que é o quinto maior produtor do Hemisfério Sul.

Também Milan argumenta que os expositores em Düsseldorf procuram valorizar o fato de o vinho brasileiro ser leve e de teor alcoólico moderado. Outro diferencial brasileiro seria a produção manual, sem irrigação e de forma familiar.

"Quem quer qualidade tem que pagar bem"

Rodrigues-Hoffmann conta que os vinhos brasileiros mais comercializados no mercado europeu são o Cabernet Sauvignon e o Merlot. O preço da garrafa varia entre 6 e 15 euros. O produto é oferecido na Europa para grandes atacadistas, restaurantes, empresas de vendas online e adegas comerciais especiais.

Para ela, a indústria brasileira aposta na qualidade para melhorar sua posição no mercado europeu. Em contrapartida, garrafas chilenas e argentinas podem ser encontradas há muito tempo nos supermercados mais populares da Alemanha já a partir de 2 euros.

"Hoje as empresas desses países têm dificuldade em elevar o preço de seus produtos na Europa", explica Rodrigues-Hoffmann. Segundo ela, não há motivo para os brasileiros correrem o risco de baixar o preço do produto. "Se os europeus querem a qualidade das empresas que represento, têm que pagar o preço", exige a importadora, que negocia o vinho brasileiro nas grandes cidades alemãs.

À beira do "Velho Chico"

O objetivo das vitivinícolas do país de ampliar a presença do vinho brasileiro na Europa pode até ser vista com ceticismo, diante da pouca tradição do Brasil na exportação do produto. Porém, estrangeiros já vêem na produção de vinho no Brasil uma oportunidade de lucrar no mercado europeu.

É o caso da portuguesa Dão Sul, que produz vinhos no Vale do São Francisco em parceria com exportadores brasileiros. "Conseguimos entrar com força no mercado britânico com nosso vinho produzido em Pernambuco", afirma o enólogo Tiago Macena, que expõe no estande brasileiro na ProWein.

O desafio de produzir um vinho no Brasil acabou se tornando uma surpresa profissional positiva para Macena. "Enquanto em Portugal temos uma safra por ano, à beira do Rio São Francisco as condições climáticas nos permitem produzir vinho quase todos os meses", afirma o português.

Artigo de Marcio Pessôa, publicado em 31/03/09 no Deutch Weller

25 março 2009

Notícias da Bahia


Associação Brasileira de Sommeliers- Seção Bahia, com sede em Salvador, foi fundada em 2001 e está em plena atividade, realizando degustações periódicas e programando uma seqüência de cursos que dão respaldo e autoridade para esta jovem entidade. Recebemos mail de um associado, o Sr. Mario Marcio Raposo, meu antigo companheiro de Colégio Militar e que nos encontrou na web, estas notícias da ABS-Bahia, que me apresso em sintetizar aqui:

A anuidade não é lá estas coisas. Garante o material usado , a infraestrutura - taças, água, pãozinhos e o garçon que serve - parece um Lord....

São reuniões divertidas , considerando que a maioria dos confrades é da classe médica e engenheiros da Petrobrás... Dá de tudo, os assuntos são os mais diferentes que possa imaginar...Claro que sempre há uma preleção sobre os vinhos escolhidos e sempre haverá um entendido nos mesmos. As discussões são hilárias, ainda que sérias...”

Na última reunião em 23 de março, foram degustados alguns Supertoscanos:

  • San Fabiano Calcinaia Cerviolo 2001.
  • Montepulciano Le Stanze IGT 2005.
  • Castello del Terriccio Tassinaia 2004.
  • San Giusto a Rentennano Percarlo 2003.
  • La Spinetta – Il Nero di Casanova 2006.

    Bom, agradeço ao MM as informações e fica aqui a sugestão para que a nossa confraria programe logo uma degusação de Supertoscanos.

06 março 2009



Use com moderação. Pois existe o outro lado da moeda que os cientistas não se interessaram em descobrir, como o efeito do uso prolongado do vinho sobre determinados orgãos. Tipo: Figado, pancreas, estomago, e cérebro.

E lembrem-se, amanhã,
sábado, dia 7 de março, teremos nosso encontro mensal. Até lá.

Diana de Carvalho

11 fevereiro 2009

Vinhos do Rhône

Aconteceu no dia 7 de fevereiro, sábado, o encontro mensal da Summer Wine confraria, onde foram estudados os vinhos das Côtes-du-Rhône. Como programado, neste último encontro foram degustados os seguintes vinhos:

  • Côtes-du-Rhône Parallele 45, Blanc, safra 2007
  • Côtes-du-Rhône Belleruche, Blanc, safra 2007
  • Chateau de La Tuilerie Syrah/Grenache, Tinto, safra 2006
  • Côtes-du-Rhône Belleruche, Tinto, safra 2006

Acompanhando o jantar onde o prato principal foi um delicioso Ossobuco em seu próprio molho, guarnecido com Polenta Frita ao Molho de Shitake no Azeite e Alho, desgustou-se um fantástico Châteauneuf-du-Pape Les Cèdres, Tinto, safra 2006.


Neste encontro, num agradável e crescente clima de descontração, os confrades se reuniram com o sommelier Gilberto Varejão, e degustaram e analisaram vinhos tintos e brancos da região, preencheram as fichas técnicas, assim desenvolvendo olfato e paladar. Abaixo o momento em que o sommelier iniciava suas explanações sobre os vinhos do Vale do Rhône.



Na foto a seguir nosso Presidente, José Montelo, Ricardo Carvalheira e a secretária Fafá Catran, discutindo questões de ordem da confraria, momentos antes dos inícios dos trabalhos. À margem dos debates administrativos, aparecem os confrades Catarina e Felipe Cunha e Flávia Clare.


Se você gosta de vinhos e quer aprender sobre este fantástico mundo, junte-se a nós. É um programa descontraído e divertido, onde aos poucos desenvolvemos o contato visual, olfativo e o paladar, degustando ótimas garrafas indicadas pelo sommelier, além de apreciar um excelente jantar e conhecer pessoas simpáticas e interessantes. Entre em contato através dos telefones (24)2484-3983 ou (24)9968-1000 com Fátima, secretária da confraria, ou (24)2484-1814, no Summer Garden.

05 fevereiro 2009

Encontro da Confraria: Vinhos das Côtes-du-Rhône



No dia 07 de fevereiro, sábado às 21h, reunir-se-ão os Confrades para debater o tema Vinhos das Côtes-du-Rhône.
No jantar de harmonização figura o prato: Ossobuco com Polenta de Shitake

Vinhos que serão degustados:

  • Côtes de Rhône Parallele 45 Blanc 2005 Paul Jaboulet Ainé
  • Saint Peray 2002 M. Chapoutier
  • Chateaux de la Tuilerie Shiraz/Grenache 2006
  • Côtes du Rhône Belleruch 2006 M. Chapoutier
  • Chateauneuf-du-Pape Les Cedres 2005 Paul Jaboulet Ainé (vinho do jantar)

O preço para não confrades é de R$ 180,00